Distúrbios de sono
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Narcolepsia

Narcolepsia é o distúrbio de sonolência excessiva conhecido há mais tempo, tendo sido descrito por Gelineau em 1881. Porém, somente em 1999 suas causas começaram a ser descobertas.

A narcolepsia caracteriza-se por sonolência excessiva, associada a cataplexia* e outros fenômenos do sono R.E.M. (movimento rápido dos olhos), tais como paralisia do sono (situação em que se está acordado, sem o controle do corpo) e alucinações hipnagógicas (sonhos ou visões). A sonolência é muito intensa, incapacitante, causando cochilos diurnos recorrentes ou sono involuntário em qualquer situação.

Na narcolepsia, a pessoa pode adormecer em meio a alguma atividade e, nesses momentos, acontecem comportamentos automáticos sem que a pessoa lembre. 

Dentre as causas da narcolepsia, está a deficiência de neurônios que produzem hipocretina no hipotálamo. Com ela, fenômenos inflamatórios causam a destruição da fina camada de neurônios fundamentais para a manutenção da vigília diurna.

 

* Cataplexia é uma perda súbita do tono dos músculos posturais, desencadeada por uma emoção intensa como riso, raiva ou medo. A pessoa pode cair ou apenas sentir-se fraca e necessitar sentar-se.

Tratamento

No tratamento da narcolepsia, é importante que os exames sejam feitos com extrema minuciosidade. Isso porque muitos portadores do distúrbio ainda são diagnosticados incorretamente e tratados como portadores de distúrbios psiquiátricos e epilepsia.

O tratamento da narcolepsia inclui o uso de medicações para diminuir a sonolência diurna excessiva e alguns medicamentos para a cataplexia. Além disso, também podem ser tomadas algumas medidas de comportamento, como cochilos programados durante o dia e orientações individuais, estabelecidas de acordo com a necessidade de cada paciente.

Em todos os casos, é imprescindível consultar um especialista para um acompanhamento adequado.