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O Sono e a Menopausa

  • Foto do escritor: Sonoclin
    Sonoclin
  • 6 de mai.
  • 5 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

O tema que iremos abordar hoje é um tema muito atual e muito frequente.


Na mesma proporção é um assunto que cresce em importância à medida que as pessoas buscam mais qualidade de vida e passam a dar-se conta da importância de um boa noite de sono. Dessa forma abordaremos, a pedido de uma leitora que nos enviou a demanda por e-mail o tema sono e menopausa.


Sono e menopausa

O aprofundamento do conhecimento tanto na área do sono, quanto sobre envelhecimento humano, assim como o melhor entendimento da importância da integridade do sono na saúde e bem-estar das pessoas. sobretudo quanto a memória, saúde cárdio vascular, saúde psíquica e reposição das energias para ter um bom dia, produtivo e mais feliz, entende-se que prejuízos no sono poderão acarretar problemas de saúde em diversas áreas do organismo.


A menopausa é um marco biológico natural, geralmente ocorrendo entre os 45 e 55 anos. No entanto, para muitas mulheres, esse período traz um convidado indesejado: a piora da qualidade do sono. Estudos indicam que entre 40% e 60% das mulheres na menopausa relatam alterações significativas na qualidade do sono. O que antes era uma noite de repouso pode transformar-se em despertares frequentes, suores noturnos e uma sensação persistente de cansaço, e aumento da incidência de outros distúrbios de sono como Apneia obstrutiva do sono.


Por que o sono piora na menopausa?


A principal responsáveis é a montanha-russa hormonal. A queda nos níveis de estrogénio e progesterona desregula o "termostato" interno do corpo.


  • Ondas de Calor (Fogachos): Cerca de 75% das mulheres sofrem com calores repentinos. À noite, eles causam despertares bruscos e sudorese intensa, obrigando muitas a trocar lençóis e roupas de cama no meio da madrugada.

  • Mudança na Arquitetura do Sono: A falta de progesterona - que tem efeito relaxante e sedativo, toma o sono mais superficial e difícil de manter.

  • Apneia e Outros Distúrbios: A redução hormonal afeta a musculatura das vias aéreas, aumentando o risco de ronco e apneia obstrutiva do sono.


É preciso realizar uma avaliação detalhada do que pode estar ocorrendo com a mulher em relação ao sono, seja no âmbito da saúde feminina, recorrendo aos saberes da GINECOLOGIA. A avaliação muitas vezes requer uma avaliação da saúde física com exames específicos e dependendo de cada caso, realizar exame do sono, a chamada POLISSONOGRAFIA.


Através deste exame pode-se medir com acurácia o que realmente ocorre em uma noite de sono: eficiência do sono, estrutura do sono, fases do sono, bruxismo, pernas inquietas, apneia do sono, ronco, insónia, entre outros.


O impacto na Vida Diária


Dormir mal não é apenas um incómodo; é um problema de saúde.


A privação de sono na pós-menopausa está associada ao aumento de irritabilidade, ansiedade, lapsos de memória e até maior risco de comorbidades físicas. O cansaço crónico afeta a produtividade e o bem-estar emocional, criando um ciclo onde o estresse do dia dificulta ainda mais o relaxamento à noite.


O que podemos fazer para melhorar o sono na pós menopausa?


Existem alguns conselhos de estilo de vida que podem mitigar esses sintomas através da higiene do sono e acompanhamento médico:


1. Prepare o Ambiente: Mantenha o quarto fresco, escuro e silencioso. Use roupas de dormir de algodão ou tecidos que permitam a pele respirar.

2. Ritual Pré-Sono: Evite telas (celular, TV) pelo menos uma hora antes de deitar-se, pois a luz azul interfere na produção de melatonina.

3. Alimentação e Estímulos: Evite cafeína, álcool e refeições pesadas à noite. O álcool pode até ajudar a pegar no sono, mas causa despertares frequentes depois.

4. Atividade Física: Exercícios regulares ajudam a regular o ritmo circadiano, mas devem ser feitos preferencialmente durante o dia.

5. Consulta Especializada: Em muitos casos, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), quando indicada por um ginecologista, pode reduzir drasticamente os fogachos e melhorar a qualidade do descanso.


É muito importante procurar ajuda especializada, sobretudo quando as medidas iniciais que comentamos acima não resultaram em efeito observado de melhora. Não é raro encontrar-se problemas que interrompem o sono, como a apneia obstrutiva do sono, que causa paradas na respiração enquanto a pessoa dorme e compromete a integridade e qualidade do sono, onde o indivíduo acorda de manhã com cansaço e sensação de energia esgotada, além de sono durante o dia. A insônia é outro problema que merece ser afrontado e tratado. Vale lembrar que a insônia tem inúmeras causas, além das hormonais. como associadas a estados de depressão e/ ou ansiedade na maioria das vezes.


A menopausa não precisa ser sinônimo de noites mal dormidas.


Compreender as mudanças do corpo e adotar novos hábitos são os primeiros passos para atravessar essa fase com mais disposição e saúde.


Se o sono continua sendo um desafio, procurar ajuda médica é essencial para encontrar o tratamento adequado para cada perfil.


Cuide de seu sono. Cuide de sua Saúde. Visite e converse com seu médico para auxílio.


 

O sono não é descanso: é trabalho interno


Durante a noite, o corpo entra em um verdadeiro “modo de manutenção”. Enquanto você dorme, acontecem processos fundamentais como:


  • Reparação de tecidos

  • Regulação hormonal

  • Consolidação da memória

  • Fortalecimento do sistema imunológico

  • Equilíbrio metabólico


Além disso, o cérebro realiza um processo essencial: a limpeza de toxinas acumuladas ao longo do dia, contribuindo para a saúde neurológica a longo prazo.


Ou seja: dormir mal não é apenas cansaço, é interromper funções vitais.

 

O problema invisível: sono de má qualidade


Muitas pessoas acreditam que dormir 7 ou 8 horas é suficiente. Mas a ciência mostra que qualidade é tão importante quanto quantidade.


Um sono ruim pode ser identificado por sinais como:

  • Dificuldade para adormecer

  • Despertares frequentes

  • Sono fragmentado

  • Sensação de cansaço ao acordar

  • Sonolência ao longo do dia


Mesmo dormindo “tempo suficiente”, o corpo pode não estar se recuperando.


O que está acontecendo com o nosso sono?


Vivemos em uma sociedade que, cada vez mais, reduz o tempo de descanso. Fatores modernos têm impacto direto nisso:

  • Uso excessivo de telas

  • Rotinas aceleradas

  • Trabalho em horários irregulares

  • Exposição à luz artificial


Esse cenário criou o que especialistas chamam de cultura “24/7”, onde o sono passou a ser negligenciado em favor da produtividade


O resultado: um problema de saúde global.


Como o sono ruim afeta seu corpo (e você talvez não perceba)


A privação ou má qualidade do sono não afeta apenas o dia seguinte, ela tem impactos acumulativos.


Saúde cardiovascular

Dormir mal aumenta o risco de:

  • hipertensão

  • doenças cardíacas

 

Peso e metabolismo

O sono influencia hormônios como grelina e leptina, que regulam o apetite. Resultado:

  • mais fome

  • preferência por alimentos calóricos

  • maior risco de obesidade e diabetes

 

Função cognitiva

Sem sono adequado:

  • memória falha

  • concentração diminui

  • tomada de decisão piora

 

Saúde mental

O sono está diretamente ligado ao equilíbrio emocional. Dormir mal pode:

  • aumentar ansiedade

  • favorecer depressão

  • elevar irritabilidade

 

Sistema imunológico

Durante o sono, o corpo produz substâncias que combatem infecções.

Dormir mal = maior vulnerabilidade a doenças


Por que você acorda cansado?


Se você sente que dorme, mas não descansa, o problema pode estar em:

  • Sono fragmentado (não atinge fases profundas)

  • Distúrbios como insônia ou apneia

  • Ambiente inadequado (luz, ruído, temperatura)

  • Rotina irregular


Quando o sono não alcança fases como o sono profundo e REM, ele perde sua capacidade restauradora 


Quando é hora de investigar o sono?


Fique atento se você apresenta:

  • Cansaço ao acordar frequentemente

  • Ronco ou pausas na respiração

  • Sonolência durante o dia

  • Dificuldade de concentração

  • Insônia ou despertares constantes


Esses sinais indicam que seu sono pode não estar saudável.

 

Dormir bem é um investimento em saúde


Dormir com qualidade não é luxo,  é necessidade biológica. Um sono adequado:

  • melhora o desempenho físico e mental

  • regula hormônios

  • fortalece o sistema imunológico

  • protege o coração

  • contribui para a longevidade


 Conclusão: não normalize o cansaço


Acordar cansado todos os dias não é normal, é um sinal de alerta.


O sono ocupa cerca de um terço da nossa vida e influencia praticamente todos os sistemas do corpo, ignorar sua qualidade é comprometer sua saúde no longo prazo.

 
 
 

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